Obesidade e Síndrome de Down

A obesidade é um mal que espalha por todo o mundo. Nos Estados Unidos, somada ao sobrepeso acomete 60% da população. No Brasil varia dependendo da classe social, mesmo assim aproximadamente 30% da população está com excesso de peso.

Porém, essa epidemia é ainda maior em pessoas com Síndrome de Down, 96% das mulheres e 71% dos homens estão com sobrepeso ou são obesos.

O que se pode concluir que a obesidade está ligada a própria síndrome de Down, certo?

ERRADO!

A obesidade não é causada só pela síndrome de Down.

Pessoas com síndrome de Down tem seu metabolismo basal diminuído em relação às pessoas comuns, portanto necessitariam uma dieta menos calórica e mais atividade física para queimar as calorias consumidas.

(Metabolismo Basal é a energia (medida em calorias) gasta pelo corpo para manter as funções normais, como batimentos cardíacos, respiração e a manutenção da temperatura corporal)

Mas pessoas não se tornam obesas só por que tem seu metabolismo basal diminuído, ou por que tem síndrome de Down. Toda obesidade é uma soma de fatores, como por exemplo:

  •  História familiar - pais obesos tendem a ter filhos obesos
  •  Aumento da ingestão calórica – hábitos alimentares errados,
  •  Inatividade física – uma maior tendência a fazer uma vida sedentária, falta de oportunidade para a atividade física, com menor participação em atividades esportivas e nas tarefas domesticas.
  • A hipotonia muscular que provocaria um trabalho muscular menos eficiente, com menor gasto energético,
  • A maior incidência de hipotireoidismo que pode levar ao aumento do peso corporal.
A boa noticia é que o ganho de peso ocorre normalmente até os 30 anos de idade, depois disso haveria um declínio.

ALIMENTAÇÃO E AFETO. O QUE ELES TÊM EM COMUM
 
Desde o nascimento, tão logo o bebê começa a ser amamentado, o ato de ser alimentado vai-se associando ao afeto materno. Quando a criança já está maior, a mãe prepara sua refeição e só sente ter desempenhado bem seu papel quando a criança aceita a alimentação e demonstra prazer. Desse modo, acostumamo-nos a utilizar a alimentação também como forma de expressar nossos sentimentos. Convidamos os amigos para fazer refeições conosco, presenteamos pessoas queridas com bombons e, em todas as ocasiões especiais, procuramos “COMEMORAR” com muita comida.

O SIGNIFICADO DE DIETA

Em nossa cultura a palavra dieta está muito associada à restrição, regime, algo imposto ou prescrito por alguém, que nos limita ou priva de alguns prazeres. Esse sentimento de estar submetido a algo restritivo e desconfortável faz com que encaremos a dieta como algo muito ruim e transitório, que, tão logo nosso objetivo seja atingido, poderemos nos livrar dela.

Porém, a palavra dieta vem do grego “diária”, que significa “gênero de vida”. É desta forma que a dieta precisa ser encarada: algo que deve ser incorporado ao nosso gênero de vida, uma mudança de hábitos definitiva, sem que a pessoa perca o prazer de comer.

ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA E SAUDÁVEL

Os alimentos fornecem todos os nutrientes necessários ao nosso organismo. Os nutrientes são divididos em três categorias:

1 – Construtores: são as proteínas que constroem e reparam o corpo, sendo encontrados em carnes, ovos, leite e derivados, feijão, ervilha, soja, lentilha e grão-de-bico.

2 – Energéticos: são gorduras e carboidratos, que fornecem a energia. As gorduras ajudam no aproveitamento das vitaminas A, D, E, K, e dão sabor aos alimentos. Podem ser de origem vegetal, como as encontradas nos óleos vegetais, na margarina, no abacate, ou ainda de origem animal, como as gorduras das carnes, a manteiga e o toucinho, que podem ser prejudiciais ao coração.

Os carboidratos encontram-se no açúcar, no mel, em doces, pães, massas, cereais, batatas e mandioca, entre outros.

3 – Reguladores : são as vitaminas e os sais minerais, que completam o funcionamento do corpo. Podemos encontrá-los nas frutas, nas verduras e nos legumes. Além disso, esses alimentos são ricos em fibras, que auxiliam no bom funcionamento do intestino.

 Para reduzir o peso é necessário diminuir a quantidade de calorias consumidas e aumentar o seu gasto, ou seja, fazer uma dieta HIPOCALÓRICA e praticar ATIVIDADE FÍSICA.

DIETA HIPOCALÓRICA é uma dieta com poucas calorias, onde são evitados os alimentos que nos fazem ganhar peso, assim como as quantidades ingeridas.

Com a dieta hipocalórica é possível diminuir o peso até o valor próximo ao “ideal”, aquele que é adequado para a altura, a idade e o sexo da pessoa.

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